terça-feira, 15 de setembro de 2009

Deve haver...


Deve haver alguma coisa que ainda te emocione
Deve haver alguma musica que ainda te emocione
Deve haver algum acorde que ainda te emocione
Deve haver alguma letra que ainda te emocione
Deve haver alguma banda que ainda te emocione
Deve haver alguma coisa que ainda te emocione

Deve haver alguma coisa que ainda te impressione
Deve haver alguma boca que ainda te impressione
Deve haver alguma língua que ainda te impressione
Deve haver aquele beijo que ainda te impressione
Deve haver alguma posição que ainda te impressione
Deve haver alguma coisa que ainda te impressione

Deve haver alguma coisa que ainda te apaixone
Deve haver algum amigo que ainda te apaixone
Deve haver alguma foto que ainda te apaixone
Deve haver algum fato que ainda te apaixone
Deve haver uma garota que ainda te apaixone
Deve haver alguma coisa que ainda te apaixone

Deve haver alguma coisa que ainda te emocione
Deve haver algum momento que ainda te impressione
Deve haver uma lembrança que ainda te apaixone
Deve haver uma risada que ainda te emocione
Deve haver aquela droga que ainda te impressione
Deve haver aquele abraço que ainda te apaixone
Deve haver aquele silêncio que ainda te emocione
Deve haver uma solução que ainda te impressione
Deve haver uma surpresa que ainda te apaixone
Deve haver alguma coisa que ainda te emocione

Deve haver alguma coisa que ainda te decepcione
Deve haver aquela banda que ainda te decepcione
Deve haver aquela boca que ainda te decepcione
Deve haver aquele beijo que ainda te decepcione
Deve haver algum amigo que ainda te decepcione
Deve haver algum fato que ainda te decepcione
Deve haver uma garota que ainda te decepcione
Deve haver uma lembrança que ainda te decepcione
Deve haver aquele silêncio que ainda te decepcione
Deve haver uma solução que ainda te decepcione
Deve haver uma surpresa que ainda te decepcione
Deve haver alguma coisa que ainda te decepcione

Deve haver aquela musica que ainda te emocione
Deve haver aquele beijo que ainda te impressione
Deve haver uma pessoa que ainda te apaixone

Ainda deve haver alguma coisa assim...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ninguém sabe o que, mas era!


Quando dei por mim estava entrando no Anjos do Balcão, dessa vez já era bem tarde da madruga, estavam todos embriagados e entorpecidos, o Anjos já estava quase fechando, mas ainda estavam todos lá atentos a história que contava aquele desconhecido. Cheguei na parte em que ele contava:

E aí eu estva lá no meio do show, vi aquela luz enorme no céu, pensei: "agora ele não vai me perdoar, vieram me buscar". Aquela porcaria daquela luz ficava cada vez mais intensa, me borrei e acabei gritando no microfone: "Chegou minha hora, é Deus." Todo mundo viu aquela luz, mas ninguém sabia que diabos era aquilo, o apavoro tomou conta da equipe e do publico, e aí eu decidi, chega dessa loucura, o negócio agora é segui a luz!

Imagine só o grau de embriaguez, pensei comigo.

Pois bem, antes que minha loucura passasse fui me certificar do tal acontecimento e daquele desconhecido que levantava da cadeira e ia embora tomando uma garrafa de água "benta".

Achei meu amigo Jorge Arilson e fui lá perguntar quem era aquele pregador da palavra da luz. Jorge Arilson ainda rindo da conversão do cara me respondeu:

-Esse é o tal do Pequeno Ricardo.
-E essa história de seguir a luz?
-Ahh, ele surtou que via Deus e que Deus mandava sinais para ele se converter, ficou louco.
-Mas e a luz?
-A luz foi o último sinal, foi quando ele realmente ficou com medo do Deus dele.

Minha loucura foi dimunindo e eu fui voltando lembrando de uma história que eu já tinha ouvido, um cara muito louco que tocava um piano muito louco também.

E aí que fui entender a história, o cara começou a achar que recebia sinais de Deus para parar com o rock e virou cantor gospel (ótimo pra eles né, mais um pra pagar as doações obrigatórias), essa história de luz no céu foi um clarão que o tal viu durante um show sabe-se lá aonde, era uma luz enorme, talvez realmente assustadora, mas com certeza não era Deus querendo matar o pobre rockeiro. Sei que o cara realmente ficou com medo.

Depois disso ele encerrou a carreira, e até hoje anda por aí (e olha que até em Land Zeppelin ele já chegou) pregando a palavra e o medo da luz, que coisa não? Continuo pensando "imagina o garu de embriaguez, mas enfim...

Até hoje uns concordam com ele, outros dizem que era um cometa, outros que eram extra-terrestres, cada louco com sua teoria, já até ouvi falar que era Sputinik.

Minha volta dessa viagem foi marcada pela voz do Jorge Arilson falando:

-Deus aqui em Land Zeppelin é o Borra, o João, o Paulo, eu, o Página, o Planta... Essa história de religião acabar com o rock é invenção dos invejosos que não acreditam em coisas tão concretas quanto nós!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sorte ou azar?


Eu, como sempre, por lá meio bêbado e "ácidado", olho em um dos cantos do Anjos do Balcão e vejo ali um casal de lésbicas conversando, tipo discutindo a relação, entre carinhos e beijos uma tentava convencer a outra de algo. Tava legal olhar, as gurias eram bem gatas, corpinhos bem feitos, pele clarinha, olhos azuis, peitinhos apontando para os peitinhos da outra, barriguinhas durinhas e fininhas, aquele estilo rock, tatuagens e piercings estratégicos, o exato perfil das lésbicas do mainstream.

Bom, eu a essas horas, depois de tantos detalhes já estava me babando e querendo estar no meio. Pedi mais uma garrafa de cerveja e continuei observando aquelas carícias maravilhosas.

Eis então que depois de um gesto com a cabeça de uma delas concordando, a outra (a que tentava convencer a parceira de algo anteriormente) levanta-se da cadeira e vai em direção a mesa de sinuca, lá uns caras jogavam e bebiam, eram os Quem, a guria foi até o Lua, cochichou algo no ouvido dele, apontou a sua parceira que estava no canto sentada, deu uma passada de mão no orgão sexual do cara e aí nao teve jeito, tive que prender a risada enquanto via o tarado largando o taco de sinuca e o copo na hora e indo atras daquela groupie lésbica.

Ficaram lá os três, conversando, o Lua pegava uma delas violenta e descaradamente, mas a outra não se aproximava muito e demonstrava não estar muito a vontade com um pau no meio das duas, o máximo que ela cedia era uma passada de mão nas coxas e nos peitos de vez em quando. Aos poucos aquele canto virou a atração do bar.

Fiquei de queixo caído enquanto via, depois de muito esforço do Lua e da lésbica mais safadinha, rolou uma chupada de peitos dupla em público, a safadinha tirou os seios pra fora, num instante o Lua ja enfiou o cara em um deles e então ela puxou a cabeça da envergonhada ateh o outro seio e a guria não resisitiu, caiu de boca naquele peitinho durinho da amiga.

A coisa estava tão atrativa que o trio até ganhou um litro de conhaque e uma rodada de docinhos do bar. Nisso chegou meu amigo Jorge Arilson e me falou: nesse caso eu preferia elas do que os docinhos.

-E quem são essas? - perguntei.
-Não lembro os nomes, mas sei que são gostosas e são duas. - respondeu ele
-De vez em quando elas aparecem por aí, mas o negócio daquela ali mais envergonhada não é homem não, ela gosta mesmo é de descolar o velcro. A outra ali, com cara de putinha, é que é a vagabunda da história, sempre anda por aí querendo dar pra todo mundo, querendo organizar umas festinhas, surubas... - continuou Jorge.

Para encurtar a história, era o que eu imaginava mesmo, uma lesba certinha e a outra piranha, a piranha quer um pau no meio, a outra não, era essa a tentiva de convencer que rolava um pouco antes. Ao que tudo indicava ela estava conseguindo, pelo menos parcialmente.

Depois de algumas horas naquele aquecimento em trio, finalmente levantam-se os tres, vão até o balcão, pedem uns comprimidos coloridos e saem do bar, como se niguem soubesse o que aconteceria desfarçaram os olhares. Eu não, olhei mesmo, e elas viram, sequei as duas lésbicas, como diria o pessoal da modinha que usa chapéu e fivela: "comeu co zóio". Fodam-se (inclusive o pessoal de chapéu e fivela, principalmente)

Uma mosca veio, pousou do lado do meu copo e começou a falar tudo que acontecia naquela transa a tres do pessoal que tinha acabado de sair do bar. Já depois de muita depravassão ouvi aquela moscar falar: "cagada, o Lua espirrou lá dentro, se fodeu".

Pensei com todas as minhas forças que ao menos tivesse gozado dentro da vagabundinha né. E não, ele tinha gozado dentro da outra coitada, que nem gostava de pau e tava lá pra satisfazer a companheira, uma desgraça. Não sei se foi azar ou se sorte do Lua naquela noite.

Fiquei sabendo depois que a torcida do pessoal estava grande para que tivesse sido apenas uma gozada desperdiçada lá dentro e que nenhuma vida estava se formando. Mas os boatos disseram que não foi isso o que aconteceu.

Verdade ou mentira? Não sei, só sei que aquela coitada nunca mais apareceu em Land.

E a outra? Sempre ta por lá junto com as groupies organizando as farras sexuais. As dela, do pessoal e das groupies.

Sorte ou azar? Sei lá. Acho que sorte do Lua e azar da lésbica. Talvez agora uma mãe lésbica.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O aniversário do Jorge Arilson


Uns dias antes o meu amigo na terra colorida de Land Zeppelin tinha me convidado para uma festa de seu aniversário, lê-se festa de aniversário como bebedeira, prostituas e foguete. Ele falou que ia rolar um churrascão, muita cerveja, os amigos e umas gurias. Aquela tradicional frase também acompanhou o convite:"-Traga o que for beber". Ótimo, se todo mundo levar o que for beber tudo bem, o problema é que em Land Zeppelin as pessoas bebem mais do que levam.

Fui lá até a casa do Jorge, encontrei a principio só alguns dos caras que eu via no bar e andando por Land, a festa começando aos poucos, uns fazendo o fogo, outros colocando suas bebidas pra gelar e um whisky esperando pra ser aberto em cima da mesa, como se fosse a atração da noite. Bom, lá vamos nós abrir aquele whisky.

Rolando um som bem anos 50 e 60 na vitrola, um som improvisado diga-se de passagem, e as fotos da garrafa sendo aberta e toda aquela bagunça. Jorge bebeu, depois o Paulo, o João, o Strela, o Página, todo mundo colocando sua dose no copo. Depois descobri que essa era a tradição, o aniversariante sempre deve oferecer uma garrafa de whisky aos convidados mais amigos. O wisky acabou e por vontade nossa a cerveja já havia gelado. Começamos então a encher e esvaziar nossos copos freneticamente.

O churrasquinho foi começando, as carnes saiam do fogo e iam direto para aqueles estomagos laricados. Logo começaram a aparecer as gurias e as drogas. A diversão ia começar. Sexo, dorgas e rock n roll, chegou a hora do show, como dizem por aí.

Jorge se atravessou e:
-"Calma, calma pessoal, é meu aniversário, vamos devagar pra aproveitar bastante"

Nisso o página já estava se drogando, mas tudo bem, o rock também tem seus exageros. O alcool e os cigarros tomavam conta da mente das pessoas que pouco a pouco já iam procurando suas caças.

E o churrasco? Que churrasco? Só se lembraram daquelas carnes torrando a hora que a larica voltou aos seus estomagos. Por equanto a unica comida que passa naquelas cabeças dementes é outra.

Eu, como sempre, observava toda aquela coisa, uma bela festa de aniversário, todos bebados, mulherada, cerveja gelando e muita festa por rolar noite a dentro.

Eis que Paulo e João chamam a atenção de todos e começam a grande surpresa. Eles tem dois bolos... Dois? Pra que? Digamos que um era normal, o outro enorme. Logo suspeitei, ainda faltavam as prostitutas e os foguetes... nas festas em Land Zeppelin sempre tem algo por vir.

Primeiro veio o bolo dos foguetes, mas eram foguetes psicológicos, creio eu, um bolo coberto por balas e doces, a galera adorou, comeu o bolo todo e os efeitos foram fantasticos.Os Foguetes.

Faltavam as prostituas, veio então AQUELE bolo... enorme, com um laço, uma trilha sonora de boate e o bolo foi se abrindo... nem preciso terminar né.

A festa foi boa, divertida, me lembro que enquanto o bolo se abria ouvi o Jorge gritar:
-"Beleeeeezaaaa... Cachaça, foguete e putas!!!!"

sexta-feira, 31 de julho de 2009

As ondas sonoras criaram um apelido


Era um esperado dia em Land Zeppelin, todos se preparavam para um show que iria rolar, vale dizer que preparavam-se psicologicamente, fisicamente e alcoolicamente. O ponto de aquecimento foi o Anjos do Balcão, é claro. Todo mundo foi se encontrando e os copos enchendo e esvaziando. No bar também tava o pessoal das Pedras, a banda que iria tocar a noite no palco montado na rua.

O pessoal ali da cidade havia agilizado um show no meio da rua, que seria aquela noite, a banda escolhida foi a banda do Micka, do Keita, o pessoal chamava eles de Os Pedras. Os caras mandavem bem, falavam de flores mortas, simpatia com o demônio, mas a energia dos caras era bem positiva.

Só pra variar, todo mundo se embriagou no Anjos do Balcão, e aos poucos foram descendo a rua em direção ao tal palco. O pessoal da banda estava bem empolgado, bebado e alucinado. Eles chegaram e ficaram bebendo e se entorpecendo ao lado do palco, até um deles lembrar que eles deviam subir e tocar. Lá foram eles.

A energia era impressionante. Aquele magricelo meluco dançando no palco, o cara detonando a guitarra e nos olhava com uma cara como se não soubesse o que estava rolando, uma quebradeira, foi muito foda. O público pulava, dançava, bebia, algumas das groupies que apareceram aquele dia ateh tiravam suas blusas deixando os seios a mostra, mais uma loucura.

Era um show que nunca acabava, eu já tinha ouvido a simpatia do demonio, as flores mortas, não pare, e uma canção onde Micka falava pra passarmos a noite juntos, e toda aquela galera curtindo o bom rock n roll foi no embalo e a noite rolou movida a rock, alcool, sexo e anfetaminas.

Visivelmente o Keita estava completamente drogado, fora de si, em uma viagem que com certeza poderia chegar a Land Zeppelin, até parecia que ele conversava com o amplificador.

Depois do fim do show a diversão continuou. Cerveja e groupies para a gente! Durante todo esse pós show, o Keita veio andando atá o meio do pessoal, parou no meio da roda e ali fez história, começou a contar sua experiencia do dia:

-"Não sei se exagerei hoje, mas o amplificador falava comigo, eu via nas ondas do som letras do alfabeto, tudo colorido, ele ia falando elas uma por uma... A, B, C, D, E(...)Q, R, S, T, U... quando chegou nessas três últimas travou ele ficava as repetindo e ia falando comigo: S, T, U... S, T, U... S, TU... STU... STU... STU...STU. Foi isso que eu ouvi a noite inteira, o amplificador me chamou de STU a noite toda."